Autonomia da educação: como alcançar?

By 4 de dezembro de 20182015

O impacto que a educação tem na nossa sociedade é incalculável. É por meio do processo educacional que são formados seres humanos críticos e envolvidos socialmente, capazes de modificar a realidade em que vivem. Nesse sentido, a autonomia na educação é uma maneira de fortalecer a evolução cognitiva, a capacidade de raciocínio, a proatividade na resolução dos problemas e a capacidade de planejamento e execução das tarefas nas crianças e adolescentes.

O cenário acadêmico permanece tradicionalista, muitos colégios mantêm a estrutura das salas com carteiras enfileiradas, com os alunos sentados olhando para o pescoço um do outro. Essa formatação já censura o olhar, posicionando o professor como a única fonte de conhecimento da sala de aula, colocando os estudantes como passivos nessa relação.

Para conseguir avançar, é necessário promover uma transformação no relacionamento entre professores, estudantes e familiares. A comunicação precisa ser participativa, capaz de motivar o aprendizado dando protagonismo aos estudantes — tornando-os agentes construtores do conhecimento.

Antes de alcançá-la, é preciso entender o que representar autonomia na educação. Dessa forma, será possível entender qual o papel de cada agente envolvido nesse processo e como torná-lo ativo no cotidiano escolar. Se você quer entender sobre esse conceito, continue a leitura!

Entendendo o que é a autonomia

Dentre as diferentes definições propostas pelo dicionário, autonomia é definida como a “capacidade de governar-se pelos próprios meios”. Na educação, o termo foi conceituado por diferentes filósofos e educadores, dentre eles, Paulo Freire.

Para Paulo, a autonomia é proposta pelas ferramentas que podem ser entregues ao indivíduo para que ele possa tomar decisões libertadoras e emancipatórias. Ou seja, seguindo esse princípio, a educação não é um simples ato de repassar o conhecimento, mas sim o de permitir que a pessoa possa agir sobre o seu processo de aprendizagem.

Por exemplo: quando um colégio diz para crianças que elas podem lanchar em qualquer ambiente — no gramado, no pátio, nas escadas ou nos corredores —, ele precisa também garantir que cada pessoa terá por perto um lixo para jogar seus resíduos, além conscientizar o grupo de que o barulho poderá atrapalhar outros colegas.

Afinal de contas, sem essas ferramentas, os estudantes podem usar a liberdade para fazer escolhas que firam a liberdade alheia. Dessa forma, não basta apenas garantir a liberdade das escolhas dos estudantes, mas sim fazer com que elas tenham sentido perante a sociedade. A partir do momento que cada indivíduo toma para si essa compreensão, o aprendizado passa a ser libertador para o sujeito.

É comum que muitos professores e familiares pensem que a pouca idade de uma criança, por exemplo, pode afetar no discernimento na hora de fazer escolhas. Entretanto, é a partir das fases iniciais que o processo de autonomia deve ser reforçado.

Alguns hábitos paternos podem ser modificados, a fim de garantir que a criança tenha maior autonomia na sua rotina. O excesso de zelo, nesse sentido, pode ser bastante prejudicial, por não permitir que o pequeno entre em contato com o mundo que o cerca.

Estimular a independência nessa fase inicial deve acontecer ao promover na criança a compreensão de suas necessidades básicas. Ou seja, alimentar-se sozinha, pedir água quando está com sede ou ir ao banheiro quanto estiver com vontade.

A autonomia nos colégios

A priori, os colégios têm autonomia para o trabalho. O Ministério da Educação (MEC) estabelece os caminhos a serem seguidos por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O documento prevê os princípios básicos que devem ser seguidos por todas as instituições de ensino no país, orientando o trabalho pedagógico.

A Base Nacional Comum Curricular, por sua vez, é um documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais para cada etapa de aprendizagem. Ela orienta o conteúdo a ser aplicado e o currículo a ser seguido, entretanto, cada instituição de ensino tem autonomia para trabalhar.

Cada colégio estabelece um Projeto Político Pedagógico (PPP), a construção desse documento garante e sustenta a autonomia do colégio. Para construí-lo, há um envolvimento dos funcionários, professores, coordenadores, estudantes e familiares, a fim de estabelecer os objetivos e os caminhos que o colégio quer estabelecer para cumprir os ideais propostos pelo Governo Federal.

O colégio, portanto, pode olhar para a comunidade a que pertence e perceber o que é preciso ser fortalecido. Dessa forma, pode-se construir um PPP pensando em uma educação que envolva-se ativamente com o ambiente, sendo compatível aos anseios da comunidade em geral e realista para os estudantes.

Se o colégio está localizado em um ambiente no qual a agricultura familiar tem um papel predominante, por exemplo, o PPP pode ser construído pensando em uma educação que envolva a permacultura, a agricultura de subsistência etc. Essa autonomia já é garantida, sendo importante apenas garantir que as diretrizes estabelecidas pelo Governo serão cumpridas.

A importância da autonomia na educação

A autonomia é fundamental para o desenvolvimento humano. E garantir a liberdade e a busca pela independência desde as primeiras idades — em casa e na escola — ajuda a desenvolver as potencialidades da criança ao oferecer um campo fértil para o crescimento.

Ao sentir-se segura para experimentar o mudo ao seu redor, a criança será estimulada a reconhecer-se como um agente ativo da sua existência. Cabe aos familiares e professores, garantir que essa experimentação aconteça dentro de aparelhos pertinentes à sua faixa etária, prezando pelo pleno desenvolvimento das capacidades dos pequenos.

Com a autonomia, a criança conseguirá desenvolver o seu potencial cognitivo, estabelecendo noções de limites e de consequências para suas ações. Esses são aspectos fundamentais para a formação de um cidadão crítico e empático.

Quando o indivíduo é estimulado a perceber o mundo ao qual está inserido de forma autônoma, ele fica apto a desenvolver sua consciência moral em diferentes níveis. Isso porque não serão regras ditadas e apenas internalizadas, mas haverá uma compreensão dos motivos por trás de suas escolhas e decisões.

A educação é uma temática vulnerável e delicada. Todos os agentes acreditam ser especialistas no assunto. Muitos familiares, por exemplo, creem que ninguém é melhor para educar os seus filhos do que eles mesmos.

Essa visão pode ser um fator dificultante para a busca pela autonomia dos estudantes. Um colégio onde todos estão obedientes e organizados pode ser bonito de se ver, entretanto, pode significar um espaço pouco permissível para a criatividade e a independência dos estudantes.

Dessa forma, promover a autonomia dos estudantes é deixar cada canto do colégio vivo. E, por isso, é comum enxergar diferentes grupos transitando pelos corredores, gramados e pátio. Esse fluxo não é sinônimo de desordem, mas sim de uma compreensão de cada ambiente que a instituição de ensino proporciona e oferece.

Alguns familiares podem enxergar essa dinâmica como falta de firmeza dos professores e educadores, entretanto, o que está sedo construído com estudantes é um processo significativo para o aprendizado. Uma criança que é ameaçada caso jogue um lixo no chão, evitará repetir a ação, mas não compreenderá o porquê se deve promover a limpeza do espaço.

O desafio é fazer com que a autonomia seja entendida como liberdade e não libertinagem. Para tanto, é preciso promover o senso de responsabilidade. Pode-se levar tempo, mas esse processo supera os conteúdos aplicados em sala de aula para preocupar-se com o desenvolvimento do sujeito.

Um exemplo para desenvolver o senso de responsabilidade está no uso do celular em sala de aula. Enquanto muitas pessoas acreditam que o aparelho pode ser uma distração para o estudante, há maneiras de beneficiar-se didaticamente dessa tecnologia.

Esse é um ponto de ruptura da educação tradicionalista, que impedia o estudante de contar com elementos variados à sua disposição, para focar sua atenção no professor. O celular está presente no cotidiano dos estudantes, portanto, nada mais coerente do que integrado ao ambiente escolar.

O bom senso em relação à aplicação do telefone móvel em sala de aula deve ser construído por meio da comunicação entre professores e estudantes. São eles quem devem estabelecer os limites e criar a compreensão de até onde o uso dessa tecnologia é benéfica e quando passa a ser malefício.

A autonomia na prática

No colégio Certus, a autonomia está presente no cotidiano dos estudantes e professores. Ela é fundamental para que se cumpra o objetivo de promover uma formação cidadã que atue, transforme e critique o mundo ao redor.

Para tanto, são estabelecidas diferentes estratégias. Por exemplo, se a meta é que o estudante transforme a realidade em que vive, o colégio não pode ser limitante. É preciso incentivá-lo a colocar a mão na massa, fazendo com que ele proponha soluções e analise o seu ambiente de maneira crítica.

Para conseguir superar essa visão engessada, é preciso ir além da memorização: o professor explicou, o estudante decorou, aprendeu e reproduziu exatamente aquilo que foi apresentado. Essa repetição não traz criticismo ou uma visão analítica sobre o que está sendo feito.

Por isso, é fundamental fazer diferente. Os estudantes precisam ser convidados e estimulados a desenvolverem novas ideais. Visões inovadoras, criativas, críticas, mostrando o que pode ser melhorado dentro do colégio e no próprio processo educacional.

O processo de autonomia vai validar duas coisas: o conhecimento prévio da pessoa e o processo de construção do saber desenvolvido a partir daí. O educador é responsável por indicar caminhos, mostrando apostilas, vídeos e filmes. Mas o estudante apenas apreenderá o conteúdo quando fizer sentido em sua vida.

Conquistando a autonomia na educação

Para conseguir chegar a um ambiente capaz de promover a autonomia nos estudantes, é preciso estabelecer condições favoráveis. Como vimos até aqui, a promoção dessa liberdade é fundamental e traz impactos no desenvolvimento cognitivo e social de cada indivíduo. Por isso, as instituições de ensino não podem se isentar de proporcionar esse cenário.

O processo educacional envolve — pelo menos — três agentes: o estudante, os familiares e os professores. Todos eles precisam estar envolvidos e próximos para que os objetivos sejam alcançados da melhor maneira possível.

Promova um ambiente favorável

Para conseguir estimular a autonomia nos estudantes é essencial oferecer ferramentas e deixá-las acessíveis. Ter um ambiente físico acolhedor e receptivo para a exploração e a criatividade é uma maneira de convidar cada indivíduo para tomar posse do ambiente.

Fugir de ambientes com disposições tradicionalistas e conservadoras é um modo encontrado por muitos colégios para incentivar que os estudantes conheçam todos os cantos oferecidos pela instituição. É possível, inclusive, incentivar a criação de uma horta no jardim, desenvolvimento de arte em painéis e paredes do colégio etc.

O essencial é fazer com que cada estudante sinta-se parte integrante do colégio. As paredes da instituição precisam ser familiares e todo a estrutura precisa trazer conforto e despertar a vontade de permanecer ali.

Incentive a liberdade nas crianças

Todo ambiente escolar pode — e deve! — ser um convite para o aprendizado. Incentivar a liberdade desde as primeiras idades é uma maneira do colégio desenvolver toda a criatividade e a busca pelo conhecimento nesses indivíduos.

Diminuir ambientes e falas repreensivas é um modo de ser mais acolhedor com os estudantes. As crianças são, em sua natureza, curiosas e criativas. Portanto, a censura pode ser entendida como um limitador para os anseios desses pequenos.

Estabelecer um clima de incentivo à pequisa, às descobertas, à experimentação e à exploração é essencial para fortalecer as potencialidades de cada estudante. A criança precisa ser convidada a assumir o protagonismo no seu processo de aprendizagem, para que ela consiga se identificar com o mundo real e estabelecer as suas verdades.

Orientante os familiares

Como dissemos, os familiares podem ser um grande empecilho para a autonomia dentro das escolas. Portanto, é fundamental que haja uma verdadeira parceria e troca de informações entre o colégio e a estrutura familiar de cada estudante.

Esse diálogo é essencial para mostrar o trabalho e os objetivos que visam ser alcançados pela metodologia do colégio. Assim, como incentivar que os familiares a buscarem estimular a autonomia dos seus filhos dentro do seu lar.

O desenvolvimento dos estudantes não acontece exclusivamente na escola, por isso a comunicação com os familiares precisa ser franco e acontecer de forma perene.

Faça a autonomia estar presente no cotidiano escolar

Para proporcionar a autonomia, nada melhor do que exercê-la. Os educadores podem fazer com que essa característica torne-se uma prática no dia a dia da sala de aula por meio de recursos simples, como:

  • deixar que o estudante escolha a leitura a ser realizada;

  • elaborar uma atividade de aprendizagem dinâmica e sem regras determinadas;

  • permitir que os estudantes crie e testem teorias e brincadeiras;

  • incentivar a empatia e o trabalho em grupo;

  • fazer com que os estudantes pesquisem sobre assuntos diferentes que vão além dos orientados pelas apostilas;

  • trabalhar com o emocional de cada indivíduo, elevando a autoconfiança para buscarem realizações próprias;

  • estimular o erro sem culpa ou punição, mostrando que errar faz parte da aprendizagem;

  • simular cenários que não fazem parte da realidade dos estudantes para que eles elaborem e encontrem soluções plausíveis.

A tecnologia e a autonomia na educação

É fundamental que os educadores tenham a compreensão de que a tecnologia não é uma inimiga. A partir desse princípio, utilizá-la para proporcionar um aprofundamento e maior compreensão das atividades praticadas em sala de aula é uma maneira de motivar os estudantes.

As novas gerações praticamente nascem com aparelhos celulares em mãos. Esse cenário traz benefícios e pontos a serem olhados com mais atenção. Do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, exclusivamente, podemos dizer que a tecnologia trouxe vantagens.

Existem diversos aplicativos que possibilitam a formação em outros idiomas e aumentam a experiência escolar. De fato, a internet está conectando cada vez mais os educadores e os educandos de maneira desconstruída.

Essa realidade altera a percepção do papel do professor dentro de sala de aula. Se antigamente ele era enxergado como o detentor do saber, responsável por dizer o quanto o estudante pode ou não aprender sobre determinado conteúdo, atualmente, ele desempenha a função de um mediador.

Os educadores, portanto, precisam perceber o conhecimento que a pessoa traz para a sala de aula e, a partir daí, elaborar estratégias para trabalhar e melhorar esse conhecimento.

Hoje, um estudante que tenha dificuldades para entender algum conteúdo, pode procurar na internet maneiras diferentes nas quais a matéria é trabalhada e melhorar a sua capacidade de assimilação. Ou seja, essa disseminação do conhecimento proporciona alternativas, desde que seja incentiva a autonomia de procurá-las.

O papel do colégio nessa autonomia

Para tornar-se um ambiente verdadeiramente motivador para a autonomia, o colégio precisa estar preparado. Deve-se incentivar os estudantes a irem além do que é lecionado dentro de sala de aula, estimulando a sua curiosidade e a busca pelo conhecimento de forma dinâmica e interativa.

A partir do momento que o indivíduo é estimulado a compreender-se como parte da sociedade e enxerga os seus colegas como integrantes do seu ecossistema, a empatia poderá ser exercida. Entretanto, essa compreensão precisa ser estimulada de forma a ser realizada internamente por estudante.

O ideal é pensar em outras formas de proporcionar a educação, saindo do tradicionalismo e quebrando a estrutura fixa do aprendizado. As instituições escolares brasileiras precisam repensar no que estão reproduzindo, buscando adaptar-se às novas gerações.

Não é possível apenas seguir com um modelo que está estabelecido há anos, mantendo as limitações e as censuras tanto nas abordagens como nomenclaturas — por exemplo, disciplinas. Deve-se romper com essa estruturação e buscar alternativas, trazendo os estudantes para próximo.

Exemplos de autonomia no colégio Certus

Além de possibilitar a aprovação nos melhores vestibulares do país, o colégio Certus estabeleceu como missão garantir uma formação educacional que seja compatível com as necessidades e anseios de cada estudante. É importante ampliar o foco de formação para que todos os estudantes sejam inseridos.

Cada estudante é um indivíduo dotado de sonho e desejos. Nem todos estão em busca de uma aprovação no vestibular, mas sim de tornar-se empresário, investir em uma cooperativa de plantio etc. Para isso, é preciso proporcionar experiências próprias e exclusivas, oferecendo os recursos necessários para que todos os estudantes possam cumprir suas metas.

Por isso, no colégio Certus o estudante não é proibido de desenhar durante a aula de português, por exemplo. É solicitado alguns minutos para passar a matéria e, posteriormente, os próprios educadores darão os materiais para ele desenhar, certificando que terá todas as ferramentas necessárias para isso.

Esse ambiente de autonomia ajuda os estudantes a buscarem alternativas e soluções criativas para superarem os desafios propostos. Por exemplo, para conseguir verba de compra para o Evento Cultural, alguns estudantes se organizaram para fazer uma rifa e bolo. Eles colocaram uma geladeira no pátio, com geladinhos disponíveis ao lado de um cofrinho. Cada geladinho era vendido por um real, que deveria ser depositado e, caso necessário, o próprio consumidor pegaria o troco.

Durante semanas, houve baixas nesse processo, pois alguns colegas deixavam de efetuar o pagamento. A situação atingiu um ponto em que os estudantes pensaram em desistir do projeto, entretanto, o colégio percebeu uma oportunidade de aprendizagem enriquecedora.

Assim, foi realizado um trabalho nas salas de aula para que cada estudante pudesse entender o objetivo daquela ação, a fim de gerar valor para todo o colégio e não apenas para o grupo autor do projeto. Após essa conversa, as baixas diminuíram e o projeto seguido.

Em outra oportunidade, os estudantes do Ensino Médio reuniram-se espontaneamente para fazer uma ação a favor de uma colega. A jovem estava passando por dificuldades na família por conta de sua orientação sexual. O grupo acolheu a menina e passou a vestir-se com roupas masculinas durante quase três meses.

Esse é um exemplo notório de como a autonomia pode agir sobre as relações sociais e o desenvolvimento sócio emocional. Mostrando o quão libertador pode ser nesse ponto de análise do opressor e do oprimido. Ou seja, proporcionar a autonomia mostrou-se fundamental para valorizar o senso crítico nos jovens estudantes.

Para alcançar a autonomia na educação é preciso manter a prática cotidianamente. Toda a metodologia de trabalho e estrutura física do colégio precisam estar articuladas com o objetivo de promover uma educação libertadora. Apenas dessa forma, a instituição de ensino poderá romper com a visão tradicionalista e proporcionar aos estudantes muito mais do que o estudo acadêmico.

Se você ficou interessado em conhecer como a autonomia na educação pode ser aplicada na prática e conhecer os benefícios que são proporcionados por ela, entre em contato com o colégio Certus e agende sua visita.

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